Super Street Fighter II - The New Challengers
Super Street Fighter II - The New Challengers
Desenvolvedor: Capcom
Distribuidor: Capcom
Produtor: Yoshiki Okamoto
Designers: Noritaka Funamizu (Poo) e Haruo Murata (Mucchi)
Compositores: Isao Abe e Syun Nishigaki
Plataformas: Arcade, Amiga, FM-Towns PC-DOS, Sharp X68000, PlayStation, Sega Saturn, Mega Drive/Genesis, SNES, Virtual Console
Data de Lançamento: 10 de setembro de 1993 (Arcade)
Gênero: Luta
Modos de Jogo: 1 ou 2 jogadores competitivos
Contexto Histórico
O fenomenal “fighting game” que invadiu os arcades em 1991 e fez história no mundo dos games,  Street Fighter II, prometia arrasar ainda mais em sua nova versão: Super Street Fighter II The New Challengers. Pela primeira vez um jogo da série Street Fighter II funcionava na placa de arcade nova, a poderosa CPS2 (Capcom Play System II), que proporcionava melhores gráficos e efeitos sonoros (compatível com a tecnologia Q-Sound, que proporcionava sons em 3D). Para demonstrar um pouco do poderio da nova placa, a clássica abertura do jogo com 2 personagens lutando com a câmera subindo o prédio em seguida foi substituida por uma tela de fundo preto com o Ryu em posição de luta, de frente, em quase um plano americano fazendo a animação de invocação de um hadouken. No final da cena ele desfere o golpe em direção à tela. Essa nova abertura realmente impressionou naquela época. A Capcom já dava uma amostra do que a nova placa de arcade seria capaz de disponibilizar. Naquela altura o trabalho tinha que ser impecável, pois Super Street Fighter II competia com jogos de luta tais como Virtua Fighter (Sega), Fatal Fury Special (SNK) e World Heroes (SNK).
desenvolvimento
A Capcom aproveitou bem os recursos de sua nova tecnologia. Todos os quatro chefes ganharam novas animações para vários golpes e também para algumas poses de vitória. Anteriormente era possível escolher duas cores por personagem mas em Super Street Fighter II são 8 cores para cada um. Absolutamente tudo no quesito gráficos e som melhorou em relação ao jogo anterior, o Street Fighter II Turbo. Uma demonstração bem nítida da melhora nos gráficos, basta dar uma olhada nos quatro novos cenários, além dos novos retratos de todos os personagens. Como sempre aconteceu em todas as atualizações de Street Fighter II, Super Street Fighter II também trouxe inúmeras melhoras no balanceamento de personagens e golpes. Uma curiosidade dessa versão é que um modo de jogo chamado “Tournament Battle” (modo de campeonato) podia ser acionado quando quatro máquinas estivessem interligadas umas as outras e configuradas para esse modo.
jogabilidade
Em Super Street Fighter II, o sistema de combos foi oficialmente introduzido ao jogo. “First Attacks”, “Reversal” (revide) e “Recovery” (conseguir se recuperar de um estado de tonteamento) também foram introduzidos oficialmente nessa versão. A velocidade do jogo foi levemente desacelerada para o padrão Champion Edition, diferente do que era na versão Turbo. Muitos personagens foram fortificados em prol do balanceamento do jogo. O contrário aconteceu com Guile, por exemplo. Baseado em relatos de jogadores, Guile era muito “apelativo” se quando utilizada a estratégia de “Sonic Boom” aliado ao seu anti-aereo “Somersault Kick”. Ryu ganhou um verdadeiro “Hadouken” de fogo e Ken também adicionou fogo em seu “Shoryuken” com soco forte. Devido ao aumento da taxa de quadros e aos vários avanços gráficos do jogo graças à nova tecnologia, Super Street Fighter II dá ao jogador a impressão de uma jogabilidade mais suave. Também o uso da nova tecnologia de audio Q-Sound acrescentou uma nova capacidade de imersão por parte do jogador durante a experiência de jogo.
personagens
Quatro novos personagens, os novos desafiantes são: Cammy, Dee Jay, Fei Long e Thunder Hawk. A Capcom teve um cuidado especial para com a criação desses quatro novos personagens, de modo que eles não ficassem desbalanceados perante aos doze outros já existentes. Fei Long era uma paródia clara de Bruce Lee. Vindo de Hong Kong, era um lutador especialista em golpes anti aereos. Cammy, que naquela altura já estava na Delta Red, era a loirinha de boina especialista em golpes rápidos e no chão mas também com um anti aereo bem eficaz. Dee Jayera o jamaicano cheio de ritmo. Lutador mais balanceado sem nenhum ponto especial em fraqueza ou eficiência. Thunder Hawk era o chefe indígena do norte da América. Um pouco mais lento e mais robusto, parecido com Zangief. Thunder Hawk tinha como suas habilidades primárias agarrões e arremessos.
controle
Os controles de Super Street Fighter II são precisos e bem desenvolvidos. A interface das versões domésticas mais populares da época (Mega Drive e Super Nintendo) são bem feitas e representam bem a proposta que o jogo apresentava. O destaque especial para o controle de 6 botões do Mega Drive, que era um pouco mais confortável para esse tipo de jogo do que o controle padrão do Super Nintendo.

Autor: Junião & Deco

Tags relacionadas: Super Street Fighter II, The New Challengers, SSF2, SSFII

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