Street Fighter III The New Generation

Street Fighter III The New GenerationData de Lançamento: Fevereiro de 1997.

Street Fighter III foi um jogo que inovou. A começar pela place de arcade que ele utiliza. A novíssima CPS3da Capcom trazia muitas inovações com relação a sua antecessora, que pegou entre muitos outros jogos a série Alpha, o início da série Versus Marvel e principalmente os dois últimos jogos da saga Street Fighter II. Basta jogar 2 minutos de Street Fighter III para se notar o incrível avanço na qualidade técnica dessa nova placa. Pode-se dizer que Street Fighter III inaugura uma nova era nos jogos de luta. A sua animação era incrível. A qualidade gráfica era de deixar a qualquer jogador de queixo caído. Todos os personagens foram desenhados do zero. Os que já existiam ganharam um visual muito mais bonito e logicamente aparentando mais idade. Além da dupla característica, somava-se ao elenco do jogo nove novíssimos lutadores com estilos de luta nunca antes vistos na série Street Fighter. personagens

A tela de personagens é composta por 10 selecionáveis, sendo: 8 estreantes na série, 1 novo personagem “escondido” e 1 chefe não selecionável.

personagens
Ryu: Está sempre a procura de aperfeiçoar suas técnicas de luta e em se tornar um melhor lutador, sempre procurando oponentes à sua altura. Ken: O atual campeão de artes marcias dos Estados Unidos. Sempre a procura de testas suas habilidades lutando com antigos ou novos rivais. Ibuki: Era uma aprendiz de ninja colegial. Necro: Uma aberração da natureza parecendo uma mistura dos clássicos Dhalsim e Blanka. Sean: Fã de Ken, sempre tentando virar seu aprendiz. Oro: Ermitão que luta quase que o tempo todo com um braço só, mas com um estilo de luta extremamente competente e com poderes místicos. Elena: A verdadeira capoeirista, vinda da África (pode parecer confuso, mas é isso mesmo). Dudley: Boxeador metido a cavalheiro britânico. Alex: Sua característica é de mais força, algo parecido com uma luta greco-romana e os gêmeos. Yun & Yang:  Yun usava boné e andava de skate – Yang usava um topete e andava de patins. Naquela altura os dois eram iguais, e inclusive compartilhavam o mesmo quadrado de seleção de personagem. Futuramente o estilo dos dois seria diversificado e cada um ganharia golpes próprios, mais ou menos o que aconteceu com Ryu e Ken através dos tempos. Gill: O chefão não selecionável da ocasião era uma espécie de deus que pode manipular dois elementos: Gelo e Fogo. Gill era o líder de uma organização secreta com o intuito de transformar a Terra em uma utopia caótica! Não preciso nem dizer que ele era muito difícil de ser batido.No que diz respeito ao jogo em si, Street Fighter III New Generation acrescenta algumas novas opções ao jogador. Agora a Capcom pode explorar maiores possibilidades, graças à nova tecnologia da placa CPS3. A exemplo do que acontecia na série Darkstalkers, da própria Capcom, agora é possível avançar ou retroceder apertando rapidamente duas vezes para frente ou para trás. Uma barra de “Stun” foi acrescentada ao jogo. Quanto mais dano o lutador ia recebendo, a barra ia enchendo. Quando ela enchia completamente o lutador ficava tonto. É possível também dar um pulo maior, segurando o direcional para baixo e apertando para cima em seguida. O sistema de Super agora foi levemente modificado. Agora, após escolher o personagem, escolhe-se também um entre três “Super Arts“. Super Arts são golpes que gastam a barra de energia, similares aos Super Combos (série Alpha e Super Street Fighter II Turbo) ou Hyber Combos (série Versus da Marvel). Também temos uma novidade, que na minha opinião tornou a série Street Fighter III a mais técnica de toda a franquia Street Fighter. Trata-se do “Parry”. Parry é como se fosse uma defesa perfeita, que bloqueia o golpe sem a perda de energia, permitindo o lutador que a executou corretamente contra-atacar. O comando é simples: basta dar um toque pra frente no direcional. O que é difícil é acertar o tempo do movimento. Se você já jogou o jogo sabe do que estou a dizer.Lançado 6 anos depois do primeiro Street Fighter II, Street Fighter III fazia parecer que a franquia recomeçou tudo do zero. Jogadores experientes tiveram que reaprender a jogar. A jogabilidade toda foi refeita. Muitas horas de treino e prática eram requeridas para se jogar Street Fighter III com excelência. O principal motivo disso tudo, volto a dizer, foi a inclusão do sistema de parry. Street Fighter III demorou para implacar. Os fãs antigos da série clamavam por mais personagens, principalmente a inclusão de velhos conhecidos. A Capcom acabou por ouvir e estudar tuda a repercussão da época, tanto que duas outras versões do jogo seriam lançadas no futuro. A sequência, 2nd Impact viria no mesmo ano, mais tarde…
Esse texto foi escrito com base em informações encontradas na wikipedia, no livro oficial de 15 anos do Street Fighter, o Eternal Challenge e também com base na experiência de jogador do autor.

Autor: Junião

Tags relacionadas: Street Fighter III, New Generation, CPS3

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