Street Fighter II - The World Warrior Capa do Street Fighter II - The World Warrior   Desenvolvedor: Capcom Distribuidor: Capcom Produtor: Yoshiki Okamoto Designers: Akira Nishitani (Nin Nin) e Akira Yasuda (Akiman) Compositores: Yoko Shimomura e Isao Abe Plataformas: Arcade (CPS), Super NES, Amiga, Atari ST, Commodore 64, ZX Spectrum, PC, Game Boy, PlayStation, Sega Saturn, PlayStation Portable, iOS, PlayStation 2, Xbox, Java ME, Virtual Console (Wii) Data de Lançamento: Março de 1991 (Arcade) Gênero: Luta     Contexto Histórico

No ano de 1991, quatro anos após o lançamento do Street Fighter original, o cenário dos arcades era basicamente composto por jogos focados em cooperação em duplas ou jogos de competição entre dois jogadores baseados em recordes de pontuação. Duas pessoas competiam entre si de forma indireta, baseando-se em pontos conquistados em uma partida contra inimigos controlados pela máquina. A era de jogos de luta competitivos, onde dois jogadores podiam medir suas forças em partidas mano a mano havia apenas começado, com o lançamento do primeiro Street Fighter. Street Fighter II – The World Warrior virou uma febre muito por conta disso. A competitividade que era tão nova para os jogadores de video game da época, definiu um padrão para tudo aquilo que viria a seguir, em termos de jogos de luta. Não é exagero dizer que Street Fighter II definiu um gênero todo e serviu de base para tudo aquilo que viria a seguir. Outra coisa que as pessoas não estavam acostumadas na época, era a alta rotatividade de pessoas em torno da máquina. Antes, todos estavam acostumados a esperar muito tempo para conseguir jogar, pois era muito comuns jogadores experientes de jogos como Donkey Kong ocupassem muito tempo na máquina porque conseguiam alcançar recordes de pontuação bastante altos. Com a chegada desse novo gênero, bastava chegar do lado do jogador e pedir para desafiá-lo. Feito isso, bastava colocar a ficha na máquina e pronto, você é o desafiante da ocasião. Nos E.U.A., era comum colocar uma moeda de US$ 0.25 (um quarto de dólar) na linha, para mostrar a sua colocação na fila de desafiantes. Curiosamente, tal atitude também era adotada no Japão. Essas e outras coisas tornaram o nome Street Fighter uma lenda entre os jogos de video game, vendendo milhões de jogos ao redor do globo e fazendo muitos e muitos fãs, até os dias de hoje.

desenvolvimento

Street Fighter II foi produzido na mesma época de Final Fight, um outro grande sucesso da Capcom, o qual “emprestou” alguns personagens para a série Street Fighter. A Capcom decidiu por investir mais em jogos de luta muito devido ao sucesso que Final Fight fez nos Estados Unidos. O processo de desenvolvimento de Street Fighter II durou aproximadamente dois anos e contou com muita gente boa na equipe, incluindo Noritaka Funamizu e Yoshiki Okamoto como produtores, Akira Nishitani (Nin Nin) e Akira Yasuda (Akiman) como criadores e desenhistas, Yoko Shimomura e Isao Abe ficaram com a responsabilidade da trilha e efeitos sonoros.

jogabilidade Street Fighter II trouxe uma jogabilidade muito mais complexa e eficiente do que o Street Fighter clássico. Para começar, aquele sistema de botões pneumáticos fora completamente descartado. Os botões de ação não poderiam ser diferentes. São três botões de soco e três botões de chute. Fraco, médio e forte. O sistema de golpes especiais virou um ponto positivo. Agora, era muito mais fácil soltar golpes especiais no momento desejado. Isso foi um ajuste no comando. Eles colocaram mais quadros de animação de vantagem para o jogador poder controlar os golpes especiais a seu favor. Mas esse domínio sobre os golpes do jogo não foi tão fácil de conseguir e bem no princípio da coisa, muita gente não sabia como usar os golpes especiais. Antigamente, sem o advento da internet, as informações não eram possíveis serem transmitidas muito rapidamente, e para um número muito grande de pessoas. Em 1991, não existia essa facilidade. Era comum escutar boatos em que fulano de tal estava “soltando shoryukens” como bem entendia. Pessoas iam até esse fulano só para verificar a veracidade do fato e também para observar as mãos desse jogador e tentar copiar alguma coisa. Eu me lembro muito bem que aqui no interior de São Paulo, em meados de 1992, dentro da casa de arcades, quem sabia fazer um shoryuken era rei! Me lembro ainda de um amigo me explicando: “Você tem que fazer um ‘J’ no manche e depois apertar soco”. Fiquei algum tempo tentando entender o que isso significava. Conseguia usar o golpe ao acaso, mas só fui mestrar a técnica mesmo quando ganhei meu Super Nintendo. Os estágios de bônus também tinham sua vez em Street Fighter II. São três estágios bônus diferentes em Street Fighter II: O dos 20 barris caindo em cima de você, aquele que você tem que destruir o carro inteiro, e no final, tem que arrasar com uma pilha de latões pegando fogo. Com relação ao elenco, os personagens também eram bem equilibrados. Não se tinha um lutador melhor. Tal equilibrio foi sofrendo retoques e na versão definitiva, Super Street Fighter II Turbo, chegou-se a uma jogabilidade muito equilibrada, usada em campeonatos até os dias atuais. personagens
Além dos já conhecidos Ryu (um lutador japonês que estava sempre em busca de ser um verdadeiro guerreiro) e Ken (americano, eterno amigo e rival de Ryu), outros dez personagens entraram na jogada. No total de doze lutadores, apenas oito podem ser escolhidos e controlados. Os outros quatro, eram considerados chefes do jogo. Dos disponíveis na tela de seleção:
E. Honda: japonês, lutador de sumô. Queria provar ao mundo a força do sumô, como arte marcial.
Blanka: um lutador exótico, com o corpo verde e aparência de uma fera. Blanka oficialmente não é brasileiro nativo, seu avião teria caído em algum lugar do território brasileiro. Apesar disso, os brasileiros adotaram Blanka como uma espécie de mascote, sendo o verdadeiro representante do Brasil no Street Fighter.
Guile: membro do exército dos E.U.A., Guile procurava vingança contra Bison e sua vontade maior era se tornar um homem de família.
Chun-Li: policial chinesa, Chun-Li virou uma espécie de musa dos video games devido à sua aparença bela e carismática. Possuía ataques especiais baseados em chutes e voadoras.
Zangief: lutador de luta livre, vindo da (na época) União Soviética. Extremamente grande e forte, Zangief era famoso por incluir luta contra ursos como parte de seu treinamento.
Dhalsim: indiano, muito magro e elástico. Dhalsim ficou famoso por cuspir fogo e ter um cenário cheio de elefantes de fundo fazendo barulho.
E dos quatro chefes:
Balrog: americano, ex boxeador profissional, era basicamente um guarda costas de elite de M. Bison e sua organização, a Shadaloo.
Vega: espanhol mascarado, lutava com garras. Teria isso sido uma herança de Geki, do jogo antecessor. Vega era o ninja espanhol. Seu estilo de luta era rápido e mortal.
Sagat: chefão supremo do Street Fighter clássico, dessa vez o tailandês era o sub chefe, e vinha logo antes de M. Bison. Com tapa olho e cicatriz no peito, Sagat ainda era um baita de um lutador e possuía ataques especiais poderosos, como por exemplo os projéteis que eram disparados no lado de cima e no lado de baixo.
M. Bison: não se sabe exatamente a origem de M. Bison, mas o cenário final é localizado na Tailândia. O chefão de Street Fighter II era muito poderoso e bem difícil de ser batido.
Uma curiosidade interessante quanto aos nomes originais dos quatro chefes na versão original japonesa, são respectivamente: M. Bison, Balrog, Sagat e Vega. Quando o jogo foi importado para o ocidente, a versão americana mudou o nome de M. Bison para Balrog, o de Balrog para Vega e o de Vega para M. Bison. Tudo isso se deu para impedir uma piada sobre o nome do boxeador, que deveria se chamar M. Bison (paródia com M. Tyson [Mike Tyson]). Na pronúncia do inglês americano, os sons se parecem muito.
controle
O avanço nos controles de Street Fighter II, se comparado ao seu antecessor foi brutal. Os desenvolvedores do jogo simplesmente transformaram tudo o que era um problema no Street Fighter original em um ponto positivo para a sequência. Um ponto que explica muito isso era o fator golpes especiais. A facilidade de se controlar esse tipo de golpe se tornou uma obecessão e uma facilidade para os jogadores. Com relação a tela de seleção de personagens, ter oito selecionáveis até então era um número generoso. Lembrando que não tinhamos jogos naquela época com tantas opções de escolha. Oito personagens selecionáveis hoje é um número ridiculamente baixo, ao contrário do que era em 1991.
Esse texto foi escrito com base em informações encontradas na wikipedia, no livro oficial de 15 anos do Street Fighter, o Eternal Challenge e também com base na experiência de jogador do autor.

Autor: Junião & Deco

Tags relacionadas: Street Fighter II, The World Warrior, Street Fighter 2, SF2

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