Street Fighter Alpha Street Fighter Alpha
Desenvolvedor: Capcom
Distribuidor: Capcom
Produtor: Iyono Pon
Designers: Noritaka Funamizu (Poo), Haruo Murata (Mucchi) e Hideaki Itsuno
Compositores: Isao Abe, Syun Nishigaki, Syun Nishigaki, Setsuo Yamamoto, Yuko Takehara, Naoaki Iwami (versões originais e console), Naoshi Mizuta (versões originais e arranjos) e Akari Kaida (arranjos)
Plataformas: Arcade (CPS-2), Game Boy Color, PlayStation, PlayStation 2, Sega Saturn, PC (Windows), CPS Changer, Java ME e PlayStation Network
Data de Lançamento: 5 de junho de 1995 (Arcade)
Gênero: Luta
Modos de Jogo: 1 ou 2 jogadores competitivos
Contexto Histórico
O propósito de Street Fighter Alpha era voltar às origens de sua história. A Capcom decidiu que Street Fighter Alpha ocorre cronologicamente entre Street Fighter I e Street Fighter II. Fora as exceções óbvias como Ryu, Ken e Chun-Li, os personagens de Street Fighter Alpha estão completamente diferentes comparando-se com versões anteriores. Também foram incluídos lutadores do Street Fighter original e da série Final Fight. Foram feitos pequenos ajustes no sistema de jogo, para também poder explorar as histórias dos personagens principais com uma maior profundidade. O sistema de combate se envolveu com batalhas dramáticas e enredos entrelaçados. Ao contrário do que acontecia em Super Street Fighter II Turbo, o chefe final não era M. Bison, pelo menos não para todos. Cada um dos personagens tinha seu último oponente a ser derrotado, que estava diretamente ligado à sua história. Foi também nessa versão do jogo que Dan Hibiki foi introduzido ao acervo de personagens Street Fighter. A curiosidade em torno de Dan é que ele foi criado para ser uma paródia dos dois principais personagens do jogoArt Of Fighting da empresa concorrente: SNK. Dan Hibiki tinha o visual daquilo que parecia ser uma mistura entre Robert Garcia e Ryo Sakazaki. A partir da sequência, Street Fighter Alpha 2, o apelo do cômico de Dan Hibiki ficou mais claro e o personagem passou a ser uma “piada” no universo dos jogos de luta.
desenvolvimento
Street Fighter Alpha dá um show nos novos gráficos e aprimorando a qualidade sonora com a tecnologia Q-Sound. O gráfico de Street Fighter Alpha é um desenho animado com uma suave movimentação. As músicas são versões das dos jogos originais, sem brilhantismo. Uma das artimanhas utilizadas para dar um ar de passado ao jogo, foi redesenhar todos os personagens com um traço mais parecido com desenho animado. Muitos personages tiveram poucas mudanças em seu traje de luta, o contrário do que aconteceu com a Chun-Li, que teve sua roupa completamente redesenhada.
jogabilidade
O sistema de Street Fighter Alpha, inclui Super Combo em três níveis: contra-ataque após a defesa, movimento anti-queda e um modo automático (defesa e super combos automáticos para jogadores inexperientes). O nível do Super Combo é definido pelo número de botões pressionados simultaneamente. O modo automático apresenta vários benefícios ao jogador, porém com algumas limitações para não alterar o equilíbrio de jogo. Como vantagens, o “auto-blocking” para se defender facilmente dos ataques adversários e um método simplificado por executar Super Combos. Essa foi uma forma de atrair jogadores novatos, lhes permitindo desfrutar o game tanto quanto como os veteranos eram a garantia para que a popularidade dos jogos de luta continuasse. Um fato interessante em Street Fighter Alpha é um modo de jogo secreto: O “Dramatic Battle“. Neste modo de jogo, os jogadores podem reviver situações do Street Fighter: The Animated Movie. O modo consiste em uma batalha “dois-contra-um” entre Ryu e Ken versus Bison. A música de fundo desse modo é o hit “Itoshisa to Setsunasa to Kokorozuyosa to” (Amor, Tristeza, Sentimentos), cantado por Ryoko Shinohara e Tetsuya Komura que era originalmente o tema principal do filme. Foi em Street Fighter Alpha que os chain combos forma oficialmente introduzidos. Uma idéia trazida de Darkstalkers (outro jogo de luta da Capcom). Com relação ao counter, cada personagem tinha seu próprio counter, que poderia ser anti-aéreo (acionado com botão de soco) ou contra golpe de solo (acionado com botão de chute). Ambos os counters gastavam um nível de barra de Super Combo.
personagens
Em Street Fighter Alpha, há um festival de lutadores de vários jogos. Ryu, Ken, Chun-Li, Sagat, M. Bison e Akuma já são os “donos” da casa. DeFinal Fight, se apresentam Guy e Sodom. Birdie e Adon retornam de Street Fighter. Para completar o time estão Charlie, Rose e Dan Hibiki. Na tela de escolha de lutadores há uma “?”, em que você escolhe o personagem no sistema de roleta e se der sorte, pode pegar Dan Hibiki, M. Bison ou Akuma (que são os três personagens secretos dessa versão).
controle
Apesar de Street Fighter Alpha ser considerado um “reboot” para a série, a questão do controle não mudou muito desde o jogo anterior, oSuper Street Fighter II Turbo. Os controles continuam precisos e com uma resposta excelente. A interface das principais conversões caseiras da época, nos 32 bits do Saturn e do PlayStation, era bem simplória mas ao mesmo tempo funcional. Enfim chegamos a uma era em que as conversões caseiras de Street Fighter tinham potencial para ser praticamente o arcade em perfeição. O único revés da quinta geração de videogames em relação aos jogos de arcade era o lento tempo de acesso que os CDs tinham para carregar o jogo na memória.
Autor: Junião & Deco

Tags relacionadas: Street Fighter Alpha, Street Fighter Zero, SFA, SFZ, Warriors’ Dreams

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